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Here is the CGTP‘s assessment of the last troika evaluation.

The portrait presented to the country by the PSD-CDS government is a misleading one. It promises the return to growth already in 2013 – while the Bank of Portugal is still forecasting economic stagnation – following serious recession in the current year in which, with the imposition of successive sacrifices, the budgetary deficit will not be attained and public debt will continue to increase.
Despite the fact that interest rates of the debt titles are going down, the interest rates of 10 year obligations are still unacceptably high and subject to the “markets” speculation. Exports have maintained significant growth rates, but with less acceleration in the present year, while imports have fallen, due to lower purchasing power and drop of public and private investment. The message insists on cutting the external deficit, which means alleviating the need of funding the economy, without trying to assess if that is sustainable.
Therefore, a favourable scenario is being portrayed, in the precise moment in which the recession is deepening, unemployment grows yet again and more youngsters are leaving the country. This is serious,  not only because it is sowing illusions to try and lead to the acceptance of unfair sacrifices. September is a crucial month not just because there is another evaluation but also because the evaluation must be done in the light of what is being shown by the enforcement of austerity policies in several countries, including in Spain, but also of developments concerning the EU debt crisis. Besides being based on a wrong diagnosis, it is even more serious because the government has completely abdicated from its negotiating capacity.

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As part of Spain’s strict austerity measures, shoppers will now face a sharp increase in taxes on goods and services. Spain’s centre-right government on Saturday raised its main value-added tax (VAT) rate by three percentage points to 21 per cent as part of a drive to slash 65 billion euros ($82bn) from the public deficit by 2014 and save the country from a full international bailout. But most Spaniards are not happy about the tax increase. Cash-strapped Spanish shoppers and small businesses were resigned to more pain, as everyday living costs like heating, phone bills, clothes and haircuts all become more expensive following a hike in VAT.

In Portugal the maximum VAT are already in 23%: a robbery

(This is a google.translator work)

Thousands of teachers needed in schools will be unemployed this year by the government’s decision.

This is an immediate consequence of the measures imposed by the MEC (ministry of Education), highlighting the creation of over 150 mega-clusters, the revision of the curriculum of primary and secondary education, increasing the maximum number of students per class and closure of more schools 1. cylce.

Adding to the unemployment in which thousands of hired teachers fall, victims of the largest collective dismissal  ever held in Portugal, is also an immediate consequence of those measures to create a huge bag of cadres of teachers with “zero-time”, which will then become the at the mercy of appetites to future government.

Aug. 31 (Friday) should leave the lists of placing teachers for hire (contract renewals and annual), starting then to know whether the size of the unemployment problem in 2012/2013.

It is recalled that, according to the INE (National Institute of Statistic), unemployment of teachers doubled between July 2011 and July 2012, according to figures released by the MEC, the hiring of teachers in September 2011 compared to September 2010 decreased 26.2 %: renewals fell from 9998 to 7915 and annual contracts (complete and incomplete schedules) from 7277 to 4832! Are expected by now, the numbers of September 2012, which will be known as early as next Friday.

, dia 31.

In the financial scandal surrounding the fraudulent fixing of the London Interbank Offered Rate (Libor), it is hard to see who is the corrupt policeman since there are so many likely candidates. Every day, 20 or so major financial establishments (Barclays, Deutsche Bank, HSBC, Bank of America, etc) fix the Libor.

Our world is plagued with arbitrary or adulterated data (the Libor, the “golden rule”, levels of debt or public deficits that must not be exceeded) that cause entire nations to suffer, such as Spain. The people from the central banks and the ratings agencies who mete out these cruel punishments still command devout respect. But as one of the worst financial crises in history enters its fifth year, we may have doubts as to the social usefulness of their institutions.

This article ignited Spain. Published on August 14 in the El Pais section of culture, within days became the most read piece of paper ever in that journal. The author is a Spanish writer committed to the aspirations of its people.

Se percebemos bem – e não é fácil, porque somos um bocado tontos –, a economia financeira está para a economia real assim como o senhor feudal está para o servo, como o amo está para o escravo, como a metrópole está para a colónia, como capitalista manchesteriano está para o operário superexplorado. A economia financeira é o inimigo de classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de uma criança num bordel asiático. Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de a teres semeado. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, ainda que vás à merda se baixar. Se o baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que tenhas caído, ainda que não haja nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta geralmente compra é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspectiva do terrorista financeiro, não é mais do que um tabuleiro de jogos no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o carácter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país, este no caso, pouco importa, e diz “compro” ou diz “vendo” com a impunidade com que aquele que joga Monopólio compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno de milhares ou milhões de pessoas que antes de irem para a labuta deixaram no infantário público, onde ainda existem, os seus filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas superprotegidos, é claro, por essa coisa a que temos chamado de Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres são desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.

E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, desviam-se num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro. Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem infantário ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos agora mera mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com rupturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas acções terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A actividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui alteram o preço das nossas vidas a cada dia sem que ninguém resolva o problema, pior, enviando as forças da ordem contra quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as forças da ordem empenham-se a fundo na protecção desse filho da puta que te vendeu, por meio de um roubo autorizado, um produto financeiro, ou seja, um objecto irreal no qual tu investiste as poupanças reais de toda a tua vida. O grande porco vendeu-lhe fumaça com o amparo das leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e facturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do seu sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.