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Mais alunos, menos professores

Tendo como objetivo analisar as condições de abertura e desenvolvimento do ano escolar 2012/2013 – mais alunos, menos professores e turmas gigantescas… –  e refletir sobre a situação social, política e económica do país e o seu impacto na Educação, tanto nas condições de organização e funcionamento das escolas, como no emprego e estabilidade dos docentes e na capacidade das famílias para que os seus filhos, com sucesso, frequentem a escola, a reunião do SN da FENPROF tomou também decisões sobre “a ação e a luta dos professores em defesa da Escola Pública e dos seus direitos sociais e profissionais”,  que estão, cada vez mais, a ser postos em causa.

Caracterizando a situação atual, Mário Nogueira alertou para a política de asfixia financeira que se abate sobre as escolas e para os números do desemprego a nível nacional (já são mais de 1 300 000 os portugueses sem trabalho) e entre os docentes, referindo os vários setores, do pré-escolar ao profisional e superior, do público ao particular e cooperativo, destacando, neste último caso, os despedimentos coletivos que têm sido provocados pelas entidades patronais.

Crato não conhece o balneário…

O dirigente sindical realçou os temas do desemprego docente e da instabilidade que marca a situação profissional dos docentes com “horário zero”, comentando assim algumas das declarações recentes do responsável do MEC: “Usando uma expressão dos meios desportivos, é caso para dizer que o Ministro Nuno Crato não conhece o balneário, ou seja, não conhece a sala de professores…”

“O ministro da Educação deveria ir a uma escola e tentar perceber qual é o estado de espírito dos professores, num momento em que nem sequer ainda começaram as aulas. Deveria perguntar aos professores o que pensam desta reforma curricular, o que pensam dos mega agrupamentos…”, disse.

“Ainda as aulas não começaram e já é visível o desgaste provocado aos professores”, registou Mário Nogueira, que afirmaria noutra passagem “Projetos nas escolas, para ajudar a combater o insucesso, são miragem… Só se houver “horários zero”. O resto é tudo cortado…”

Números do desemprego:
da fantasia à realidade…

“Onde é que estão os números fantasiosos do desemprego docente, de que falava o Ministro Crato? O MEC deixou de fora mais 40 por cento de professores. Isto é uma fantasia ou, infelizmente, um número bem real?”, interrogou.

Ainda a propósito de números, e da redução de alunos no sistema (14 por cento a menos nos últimos anos, segundo o Ministro), Nogueira sublinhou que “não é isso que dizem os números do GEP/MEC, mas mesmo que assim fosse como é que se justifica, em dois anos, um corte de 56 por cento de professores contratados, num cenário marcado também pela aposentação de cerca de 25 000 docentes desde 2006, com a entrada de apenas 396 docentes para os quadros…”

“Não há professores a mais. Foram, isso sim, tomadas medidas a mais para provocar esta situação de desemprego e instabilidade entre os professores”, acrescentou.

“Vincular” e mandar para rua?…

Nas declarações prestadas aos jornalistas presentes, Mário Nogueira chamou também a atenção para outra contradição do MEC de Nuno Crato: ao mesmo tempo que fala em vincular professores (garantia dada na Assembleia da República) fala da necessidade “inevitável” de reduzir o número de professores nos próximos anos…

O dirigente sindical lembrou que no setor privado quem tem três anos de casa fica efetivo e que o MEC mete na rua profissionais com 20 e mais anos de serviço e não com uns dias de trabalho, como disse o Ministro… “Não é assim que se deve tratar as pessoas. É precio respeitar estes profissionais”.

A clarificação das atividades letivas para os professores dos “horários zero” – “são todas as que envolvem o contacto direto com os alunos” – , a compensação por caducidade (“já vamos em 46 decisões dos tribunais”) e as ofertas de escola (“não pode ser um pronto a vestir, tem que respeitar as regras dos concursos”), são matérias, frisou Mário Nogueira, que a FENPROF quer apresentar  na reunião com o Ministro.

O Orçamento de Estado para 2013 é outra preocupação destacada pela FENPROF. Após cortes sucessivos nos últimos anos, perspetiva-se agora um nove corte na fatia para a Educação de 600 milhões. “Qualquer dia será preciso pagar taxas moderadoras para ir às aulas?…”

Ainda a propósito do OE, Mário Nogueira referiu-se à (também) difícil situação nas instituições do Ensino Superior, revelando que estão previstas, em breve, reuniões da FENPROF com o Conselho de Reitores e o Conselho Coordenador dos Politécnicos.

 

Read this report and then a comment by an anonymous

In Philadelphia, a community news organization reports 53 schools were flagged for cheating across multiple grades. As in Atlanta, many of the cheaters aren’t students; they’re educators – teachers and principals. CNN contributor and educator Steve Perry tells Soledad O’Brien that he has a solution using technology that could limit this kind of cheating.

 

I wish it was that simple. Unfortunately, No Child Left Behind left us with administrations focusing on testing and money more than the kids. Teachers can’t adapt lessons to the kids’ needs because it won’t fit the curriculum. Kids are given two week long tests in some districts every year from second grade. That isn’t what education should be. It shouldn’t be focused on test scores, it should be focused on learning. With NCLB teachers are so busy teaching to the test so that the schools get high enough scores to make ends meat that they don’t have enough time for learning to happen. If we fix NCLB and take the school focus off of grades for money, we can get back to helping our kids learn and schools won’t feel the need to resort to cheating in order to keep financially stable.

 

When we all went to school together  In New York, the most vibrantly diverse place I’ve ever lived, public schools rank among the most segregated in the country. Mayor Bloomberg hasn’t helped. By closing about 140 schools, opening hundreds of smaller academies and encouraging choice and charter schools, kids have had more chances to cluster with others who look like them.

And the stunning academic success of a few charter schools has started a mad race to the lifeboats. By the count of the New York City Charter School Center, more than 64,000 kids applied for 13,000 seats last year. Enrollments are 93% black or Latino.The trend has spread. Nationally, charter school waiting lists exceed 600,000 students.

Maybe these charter groups, famous for choosing students by lottery, can expand fast enough to become the foundation for a new kind of American Dream. But is the best we can aspire to really a separate but equal system?

At Reagan High School in Austin, which is located in a quickly gentrifying neighborhood, the student body is now 70% Hispanic. Hardworking teachers have staved off a closure order.

Coach Derrick Davis inspires the basketball team to unlikely successes. A chemistry teacher, Candice Partin, brings the periodic table alive, while sometimes driving students to doctor’s appointments. The music director, Ormide Armstrong, reinvented the marching band as a funk outfit that has appeared onstage with Kanye West.

One by one and together, they’re trying to rebuild a school where all the neighborhood children can come together to learn.

Maybe truly public schools are doomed. But New York, the most gorgeously diverse city on the planet, can surely do better than to abandon our country’s highest ambitions.

Brick, a former New York Times reporter, is author of “Saving the School: The True Story of a Teacher, a Coach, a Bunch of Kids and a Year in the Crosshairs of Education Reform.

 

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assault on public schools in Portugal. An exemple from Caldas da Rainha:

Um exemplo claro de ataque à Escola Pública com simultâneo favorecimento dos interesses privados na Educação é-nos dado nas Caldas da Rainha e está a motivar a indignação e angústia dos professores daquele concelho do Oeste: o Estado está a pagar a escolas privadas, deixando nas escolas públicas os professores com horários zero.

Segundo testemunho chegado ao conhecimento do Grupo Parlamentar do PCP, os docentes das escolas públicas estão a assistir ao encaminhamento dos seus alunos para estabelecimentos de ensino particular e cooperativo existentes naquele concelho e que são financiados pelo Estado.

Por outras palavras, o Ministério da Educação está a privilegiar a atribuição de turmas a estes estabelecimentos, pagando cerca de 85 mil euros por turma, em prejuízo das escolas públicas do concelho das Caldas da Rainha e colocando os seus professores em situação de ausência de componente lectiva. O que está a ser feito por via do diploma (D.L. n.º 139/2012) que regulamenta a reorganização curricular do ensino básico e secundário, num quadro como o actual em que o Governo invoca a crise para proceder a cortes na Educação, enquanto, ao mesmo tempo, canaliza verbas para os privados.

«Como se explica o encaminhamento obrigatório de alunos para os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo do concelho, na transição do primeiro para o segundo ciclo do Ensino Básico, se já não se verificam as condições de sobrelotação das escolas públicas que estiveram na origem da celebração de contratos entre o Estado e o grupo privado?», interrogam os deputados comunistas Miguel Tiago e Bruno Dias na pergunta que dirigiram ao Governo e na qual exigem saber simultaneamente que conhecimento tem este acerca das condições de abertura e de funcionamento dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo daquele concelho, nomeadamente no que diz respeito às condições de trabalho dos agentes educativos.

Os parlamentares do PCP instam ainda o Ministério da Educação a esclarecer como foi possível ter antecipado às escolas a data para indicação de professores sem componente lectiva para uma fase em que nenhuma delas podia estabelecer, com o rigor necessário, quantos horários estariam disponíveis, o que, lembram, criou «desnecessária e gratuitamente situações de angústia em dezenas de milhares de professores e respectivas famílias».

Pew report: Record numbers of Latinos in U.S. colleges, public schools

Some other figures from the report:

  • The number of white students in college jumped 3% between 2010 and 2011, from 7.66 million to 7.88 million. Meanwhile, the Asian student population plummeted 8%, from 811,000 to 748,000, in that same time.
  • While Latinos make up 25% of the public elementary school rolls, compared to blacks, who compose 14%, the numbers are closer once kids move to high school: Latinos 21% and blacks 16%.
  • There were 2.1 million Latino students in U.S. colleges last year, a 15% increase over 2010. The number increased 24% the year before. Latino enrollment made up 74% of the growth in total enrollments last year.
  • Last year marked the first time more Latinos than blacks enrolled at U.S. colleges and universities, but they have outnumbered blacks at two-year colleges since 2010.
  • Whites still rank No. 1 in high school completion, with at least 86% for the last 20 years, but Latinos and African-Americans are both closing the gap. While 88.3% of whites completed high school in 2011, 76.3% of Latinos and 81.4% of blacks could make the same claim. In 1993, the gap was far greater among whites (86.8%), Latinos (60.9%) and blacks (74.9%).
  • Despite a student population almost triple that of Hispanics, whites had a similar number of dropouts last year: 1 million out of 17.63 million white students and 975,000 out of 5.97 million Latino students.
  • With 1.72 million degrees (68.83% of all those conferred), whites earned more than twice as many bachelor’s and associate degrees as the other three groups combined – blacks (278,749 or 11.15%), Latinos (252,527 or 10.1%) and Asians (161,443 or 6.5%) – according to 2010 statistics. Whites, of course, make up roughly 72% of the U.S. population, compared with Latinos (about 16%) blacks (about 13%) and Asians (about 5%).