Archives for posts with tag: Fascism

Expresso está a oferecer gratuitamente aos seus leitores uma História de Portugal dividida em nove fascículos, apresentando-a como “um dos livros mais vendidos de sempre” entre os que se dedicaram à nossa história. O Expresso acha (eu não) que este é “hoje reconhecido como um dos melhores livros sobre a História de Portugal”, e terá querido disponibilizá-lo a dezenas de milhares de leitores para quem é apetecível uma síntese em 900 páginas da “história de um grande país”.

O livro é coordenado por Rui Ramos (RR), um historiador especializado na Monarquia Constitucional e na I República portuguesas mas que se encarregou nesta obra de cobrir também o período entre 1926 e a atualidade. As épocas medieval e moderna estiveram a cargo de dois historiadores (Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro) cujo trabalho não comentarei. Dedicarei esta e a próxima crónicas especificamente ao trabalho de RR, que concebeu e coordenou a obra e disse há dois anos que ela pretendia ser meramente “uma porta de entrada na História”, e “aguçar o apetite do leitor”, descrito como “exigente” (Prólogo, p. II), e “fazer com que as pessoas queiram ir ler mais” (Público, 31/5/2010). Esperemos que sim.

RR não é um historiador qualquer; a sua visibilidade pública é ajudada, como em pouquíssimos casos, pelo seu acesso às tertúlias televisivas e à imprensa, onde se tem destacado como uma das penas mais sólidas da direita intelectual portuguesa, que reivindica “o prazer da provocação intelectual e reconhece um aguçado espírito de contradição, sobretudo quando o alvo é a esquerda” (Ler, janeiro 2010). Para percebermos o que RR entende por “provocação”, e em resposta a quem acha — como eu — que o seu trabalho é puro revisionismo historiográfico política e ideologicamente motivado, ele entende que “toda a História é revisionista” e nela “é necessário afirmar originalidade” ( Público, 31/5/2010).

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What scary me most in this article is the amount of fascist comments done afterwords. We are really in a systemic crisis. Its really scary the impunity of fascist ideas after Auschwitz! Read also here.

“Adolf is coming,” warned Liana Kanelli, Greek communist and Member of Parliament, during our July interview in her office in the parliament building in central Athens.

Were there no video of her being assaulted by a member of the Greek neo-fascist party Golden Dawn on a TV news program in June, Kanelli would have remained unknown in the United States. But the feisty lawmaker’s tussle showed the world how the Greek economic crisis—exacerbated by Northern European demands for more unpopular austerity measures—is opening a Pandora’s box of extremism.

Her political message is clear: the austerity measures imposed by the Troika (the European Union, the European Central Bank, and the International Monetary Fund) and German Chancellor Angela Merkel amount to colonization. The forced wage and pension cuts, the privatization of public services, and the sale of public assets are letting foreign profiteers gobble up the nation’s resources at the people’s expense.

And now Kannelli sees the disturbing rise of fascism as furthering the goals of the EU’s conquest of Greece. “Golden Dawn is a very useful tool for the capitalist crisis,” she said. “They can be used for the dark part of the job.”

Golden Dawn is attempting to gain state funding for private security firms to patrol immigrant neighborhoods, Kanelli claims. The party dispatches motorcycle gangs to harass and intimidate immigrants in the streets of Athens. Kanelli and others accuse the police of protecting Golden Dawn during these hunts. The allegation isn’t shocking, since an estimated 50 percent of Greek police officers voted for Golden Dawn in the May and June elections.

“Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”, diz Passos Coelho aos deputados

«F…. elections, Portugal is what matters!?» This quote by the prime minister of Portugal is only conceivable if we bear in mind that he, deeper inside him, believe in that. A lot of right wing politicians in Portugal are fascists or easily attracted by fascists propaganda.

here we find a honest text on José Hermano Saraiva’s live, both as a fascist and as a historian of kings and princesses. In Portugal mainstream press he was glorified.