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The very wealthy have little need for state-provided education or health care; they have every reason to support cuts in Medicare and to fight any increase in taxes. They have even less reason to support health insurance for everyone, or to worry about the low quality of public schools that plagues much of the country. They will oppose any regulation of banks that restricts profits, even if it helps those who cannot cover their mortgages or protects the public against predatory lending, deceptive advertising, or even a repetition of the financial crash.
To worry about these consequences of extreme inequality has nothing to do with being envious of the rich and everything to do with the fear that rapidly growing top incomes are a threat to the wellbeing of everyone else.

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Os portugueses tiveram em Cavaco Silva, ainda Presidente da República um fiel aliado do bloco de direita PSD/CDS e da sua política. Cavaco Silva, à imagem e semelhança dos protagonistas da política de direita, olha para Portugal pela lente do défice; utiliza o balanço entre o deve e o haver; fala em contas nacionais e contribuintes. Somos pouco mais do que isto para a Direita.

Cavaco Silva foi primeiro ministro de 1985 a 1995. Neste ano fugiu da liderança do PSD deixando que Fernando Nogueira, efémero sucessor na liderança do PSD, arcasse com uma clamorosa derrota eleitoral. Em 2005 é eleito Presidente da República. Dez anos depois estamos a sofrer das erradas decisões tomadas então.

Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua candidatura à Presidência da República. Foi líder do PSD após a saída de Fernado Nogueira. Na altura já fazia comentário político semanal na TSF. Participou ativamente em todas as campanhas eleitorais pelo PSD. Aliás, nesta última, esteve em várias atividades de campanha. Na TVI, em horário nobre, fez comentário político. Aí encontrou um palco de opinião e desinformação que aproveitou bem: não para nosso bem, mas para bem da direita.

Assim, nas próximas eleições Presidênciais, o povo português deve libertar-se destas teias de aranha, das amarras que os prendem a escolhas entre iguais, para pôr na Presidência um homem ou mulher de esquerda.

Marcelo Rebelo de Sousa é um lobo com pele de cordeiro. Conhecem a história do capuchinho vermelho? MRS diz que quer pagar uma dívida. Nós dizemos que se vá!

Fui pagar impostos de manhã e ouvi um comentador político na TSF a referir, repetidas vezes que “quem ganhou” foi a coligação PSD/CDS. (Já agora refira-se o desaparecimento da referência pàf). Dizia isto, e repetia. Esta foi uma referência que ouvi em abundância estes dias. Aliás, na própria noite eleitoral, o pivôt da TVI, antes de apresentar a sondagem à boca das urnas, dizia, mais coisa menos coisa, “vamos agora ver quem ganhou”.

Esta ideia parte do princípio que nada mais resta depois das eleições que não o próprio resultado. E então é em torno deste que todo o debate se teria de desenrolar. Muito à semelhança de um campeonato de futebol, que chegou em primeiro lugar ganhou, o segundo merece algumas referências elogiosas, vários outros ainda podem ter acesso a disputar outras competições (ligas europeias), mas quem ganhou, i.é, quem fica em primeiro é que ganha a taça.

Isto é correto para um campeonato de futebol mas não para os resultados de umas eleições para o Parlamento. Após as eleições, que se destinam a eleger deputados, 230 deputados têm o poder legislativo. Mas estes deputados foram eleitos por forças políticas que mantêm uma disputa de políticas; não são um conjunto amorfo. Existe uma relação de forças, onde o conjunto dos deputados do 2º partido mais votado, com outros, pode formar maioria, fazer e aprovar leis.

Nada de novo. O que fica em primeiro elegeu um determinado número e deputados que no atual quadro parlamentar protuguês está em minoria. A direita parlamentar, sofreu a segunda maior derrota desde o 25 de Abril, perdeu mais de 700 000 votos em relação às ultimas eleições e caiu 12%. Pelo contrário, o PS, a CDU e o BE, em particular estes dois últimos, subiram e tiveram mais votos e mais deputados.

Assim, pergunta-se novamente: quem ganhou? Não foi a direita, pois essa perdeu em toda a linha. Mas então… Os comentadores, os jornalistas, os… Pois, pois. Quem ganhou? Para além do PS, PCP e BE terem a maioria dos deputados, fizeram campanha e têm uma linha programática que contraria a política de austeridade do Governo de Passos Coelho/Paulo Portas. (Bom, o PS com nuances que todos conhecem). Então parece que esse grande bloco, a Esquerda parlamentar ganhou as eleições.

Terá ela habilidade, para formar governo?