Os portugueses vivem hoje uma situação muito difícil e muitos vivem uma situação dramática. Aqueles que, em nome de uma falsa ajuda, empurraram o país para o caminho do desastre a que assistimos com o ilegítimo Pacto de Agressão que subscreveram, deitam mão a tudo para iludir os portugueses.

Não há subscritor desse Pacto de ruína e submissão do país e dos portugueses, sejam PSD e CDS , seja o PS que aceitou, que, com as eleições à vista, não se entregue a manobras de ilusionismo político para justificar o injustificável dos seus espúrios compromissos com a troika estrangeira, iludir as suas responsabilidades pela grave situação criada no país.

Andam nisto há anos! A prometer e anunciar um futuro radioso, que com eles nunca chegará!

Todos querem fazer esquecer as suas responsabilidades e justificar a sua decisão como uma inevitabilidade.

Todos querem fazer esquecer que com a sua decisão e nestes dois anos de vigência do Pacto de Agressão promoveram um retrocesso de mais de dez anos da economia do país e uma gravíssima regressão no plano social, que atinge de forma particular e violenta o mundo do trabalho.

(…)

PSD e CDS, mas também o PS, têm muitas contas a prestar pelo empobrecimento a que conduziram a generalidade dos trabalhadores e do povo, em resultado do aumento da exploração do trabalho, do ataque aos direitos sociais e laborais, do corte e redução dos salários, das reformas, das prestações sociais, do aumento desmesurado dos impostos sobre o trabalho e o consumo.

Desde logo na responsabilidade no crescimento brutal do desemprego.

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Desemprego em massa, a que se soma um ataque inaceitável ao subsídio de desemprego – em duração e valor – amarrando milhares de famílias de pés e mãos sem saber o que fazer à vida.

Mais de 200 mil portugueses foram empurrados para a emigração forçada neste últimos tempos e mais de 400 mil passaram a depender de alimentação doada para o sustento das suas famílias.

O único emprego que encontram é um emprego precário e cada vez mais mal pago. Trabalho precário que significa um permanente saltar de um lado para o outro, com o desemprego pelo meio.
Trabalho precário que se traduz na precariedade da família, da própria vida, mas também com reflexos na formação e experiência profissional e na produtividade do trabalho, comprometendo o desenvolvimento do próprio país.

É este o Portugal que querem construir! O Portugal da pobreza e das desigualdades abissais!

É esse Portugal que estão fazer voltar, com as suas políticas de exploração do trabalho e que está a alargar o número de portugueses que se encontram no limiar da pobreza, mesmo trabalhando.

(…)

 

É preciso inverter com urgência este caminho!

Com o PCP num governo e uma política patriótica e de esquerda, como aquela que defendemos, o combate ao desemprego e à precariedade estará na primeira linha das nossas preocupações.

Nós precisamos de fazer regressar os nossos jovens que partem para o estrangeiro. Isso é fundamental também para o futuro do país!

Como estará nas nossas preocupações primeiras a inversão dessa escandalosa política de transferência dos rendimentos do trabalho para o bolso dos agiotas, dos especuladores, do grande capital e que são os principais beneficiários da política de direita e do Pacto de Agressão.

Dizem que não há dinheiro, mas este nunca falta para cobrir os negócios do grande capital e encher os seus cofres!

Para as Swaps, PPP, BPN e BPP, num fartar vilanagem.

Para quem trabalha, menos salário e mais impostos.

É inadmissível que os trabalhadores e os reformados paguem de imposto três vezes mais do que os rendimentos de capital.

É inadmissível que a banca e os grupos económicos paguem menos de IRC do que um pequeno e médio empresário.

Nestes dois últimos anos de Pacto Agressão o imposto pago pelos trabalhadores aumentou 1 300 milhões de euros, enquanto os do capital baixou 1 300 milhões. Transferência directa dos bolsos de uns para os de outros e todos sabemos que não foram os pequenos e médios empresários os beneficiados!

Está na hora de pôr a pagar através de uma verdadeira reforma fiscal aqueles que têm ganho rios de dinheiro em todos estes anos, explorando os trabalhadores e o povo, servindo-se da própria crise que alimentam e não como pretendem fazer: baixar ainda mais os impostos do grande capital com a reforma do IRC!

 

(…)

Neste últimos dois anos, a redução do valor real dos salários ronda os cerca de 15%, havendo quem tenha já visto reduzido o seu salário real cerca de 23%.

E, insaciáveis, ainda buscam poder roubar mais nos salários e nas pensões de reforma.

Amigos e camaradas:

Se não os pomos a andar, ao FMI, à troika e ao governo e aos que têm apoiado e apoiam a política de direita, deixam o país a pão e laranja!

É esse o seu objectivo. Um objectivo que não serve o país, nem o seu desenvolvimento.

Foi com esse objectivo que o governo promoveu, com o apoio e o voto explícito do PS, uma nova alteração ao Código de Trabalho.
Uma alteração substancial das leis laborais visando deliberadamente pressionar a baixa dos salários e impor a lei da selva nas relações de trabalho.

Mas, ao contrário do que afirmam, não é redução dos salários que resolve os problemas do país, nem são os salários a causa da crise, como querem fazer crer.
Se os salários pesam na crise é por serem baixos e estarem crescentemente desvalorizados. É o sub-consumo, o baixo consumo de milhões de trabalhadores que explica muito do contínuo agravamento da actual crise.

O rendimento dos trabalhadores é um factor chave na geração da riqueza nacional de um país. Os baixos salários são um entrave ao desenvolvimento económico.

Melhores salários não têm apenas consequências na satisfação das necessidades elementares de milhares de famílias. Eles são necessários para ampliar o mercado interno e para a dinamização do conjunto dos sectores económicos.

O aumento dos salários, em particular do salário mínimo nacional, torna-se, pois, imperioso por razões de justiça social, de combate à pobreza e por razões económicas.

Foi por isso que acabamos de apresentar novamente um projecto de Resolução na Assembleia da República onde se exige o aumento imediato do salário mínimo nacional para aos 515 euros e uma subida progressiva para os 600 euros até final de 2014.

Não há razão para se continuar a protelar a revalorização do salário mínimo nacional! Nenhuma razão ditada pelo interesse nacional!

Amigos e camaradas:

Com o Pacto de Agressão e as suas políticas massacraram os portugueses.
Destruíram a vida de centenas de milhares de pessoas e, entretanto, nenhum dos assumidos objectivos do Pacto de Agressão se concretizou.

Não resolveram o problema do défice, apesar do confisco e do roubo sobre os rendimentos do trabalho, os cortes nos serviços públicos e nas prestações sociais.

A dívida, que já devia estar a diminuir como afiançaram, aumentou para níveis cada vez mais insuportáveis.

E o tão propalado regresso pleno aos mercados, previsto para este mês Setembro, continua a ser uma miragem e o que têm entre mãos é a consideração de um segundo resgate na versão que hoje conhecemos da troika ou aquele que já têm muita adiantada fase de preparação a que chamam Programa Cautelar.

É este o futuro que querem reservar aos portugueses, depois de tantos sacrifícios!

O país precisa romper com as amarras que o impedem de afirmar a sua autonomia e sua soberania.

O país precisa de romper com o Pacto de Agressão e renegociar a dívida.
Uma renegociação para garantir a criação de condições para o crescimento, para o aumento da produção nacional, para o aumento do investimento e a melhoria dos salários, pensões e reformas e em geral do poder de compra dos trabalhadores e das populações.

O país precisa de uma outra política que ponha fim à recessão e ao declínio económico, à injustiça, ao empobrecimento e ao rumo de afundamento nacional.

E isso consegue-se com a luta que os trabalhadores e o povo têm vindo a desenvolver e que vai continuar com a jornada nacional marcada pela CGTP-IN para o próximo dia 19 de Outubro.
Mas também com o voto na CDU no próximo dia 29.

Um voto que é a melhor resposta ao que governo já prepara de novos cortes, novos roubos, e nova liquidação de direitos no próximo Orçamento de Estado para 2014.

Um voto que sendo na CDU serve para apoiar aqueles que não se resignam, seja no poder local, seja no plano da intervenção geral perante um programa de empobrecimento do nosso povo.

Um voto que sendo na CDU serve para reforçar e dar força aos que recusam a política de injustiça e desigualdades.

Um voto que sendo na CDU serve para dar mais força àqueles que recusam as políticas de confisco e saque que destroem a economia e o emprego e a vida do nosso povo.

É por tudo isto que em 29 de Setembro o reforço da CDU, das suas posições, da sua votação, do número dos seus eleitos assume uma enorme importância e significado.

Mais CDU significará mais capacidade de resolução dos problemas locais e mais força aos que lutam por uma política alternativa que abra caminho a uma vida digna e um futuro com segurança.

Dizemos às populações que podem confiar na CDU!

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