Molière, grande dramaturgo francês, escreveu em 1664 «Tartufo», uma sátira sobre a hipocrisia de um falso devoto, cujas palavras «santas» escondem a intriga para concretizar os seus reais intentos venais.

 

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O PS chegou a «exigir» eleições antecipadas, mas apenas para não ficar mal na fotografia da luta popular, e «fez de morto» no combate pela demissão do Governo. Na crise política, com o Governo derrotado, e ligado à máquina, em vez de um sopro para o seu derrube, o PS deu-lhe o oxigénio de «negociar» a sua continuidade (um dia se saberá o que então acordaram), e só «rompeu» com a certeza do «novo fôlego» deste Governo. E agora, na intervenção da «rentrée», A. J. Seguro fez «críticas duras» mas apenas q.b., defendeu o Tribunal Constitucional, mas para tentar prender a luta de classes nesse patamar, e de concreto nem uma palavra sobre romper com o pacto de agressão, demitir o Governo de desastre nacional e convocar eleições antecipadas.

Como Tartufo, o PS diz-se «do contra», mas o que quer é que o Governo continue, porque o que lhe importa não são os problemas do País, é tão só o poder venal, para continuar a política de direita.

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